A falácia do planejamento

Planejar e não agir é o mesmo que convidar os amigos para assistirem um filme em sua casa, ir à locadora, preparar as pipocas e as bebidas, organizar a casa, recebê-los e, simplesmente, não ligar a televisão.

a falacia do planejamento - people first

Há uma incoerência que tem chamado minha atenção: muitas pessoas possuem metas na vida pessoal e profissional, mas poucas alcançam o objetivo traçado. Com isso em mente, sempre que encontro assuntos semelhantes em meus estudos, gosto de compartilhá-los com vocês.

Em um curso que estou fazendo no site www.edx.org (recomendo fortemente este site), “The science of everyday thinking”, foi abordado o costume que temos de nos supervalorizar e supervalorizar nossas metas, o que acarreta o desenho de metas e planejamentos irreais, uma vez que planejamos pensando em cenários mais otimistas, com a tendência de ocultar previsões ou fatos importantes.

Alinhado a esse pensamento, gostaria que pensasse se você já esteve em uma situação na qual fez um prejulgamento e, mais à frente, percebeu que não era nada do que tinha imaginado (isso é muito comum nos relacionamentos pessoais e profissionais). O que acontece é que nós vemos o que esperamos ver, de acordo com a nossa visão de mundo. Agimos de acordo com as crenças que formamos ao longo do tempo, de nossas experiências. Somos tendenciosos a favorecer a informação que confirma nossas crenças ou hipóteses, como abordado nos estudos sobre o “confirmation bias”.

Mas, afinal, qual é a relação entre a supervalorização das metas, o “confirmation bias” e o planejamento? A resposta é simples: Todos desejam a felicidade e querem alcançar a plenitude nas diferentes áreas da vida (confirmation bias).  Mas, não podemos superestimar nossos objetivos, tampouco querer mudar tudo da noite para o dia. “Entre a semente e o fruto, há o tempo”.

Ser otimista em suas ações é sempre muito positivo, continue sendo assim! Mas inclua também em seu planejamento o momento de agir. Somente com a ação você aprenderá, lapidará suas ideias, saberá se está no caminho certo. Não deixe que seu planejamento fique no papel e se torne uma falácia.

Lembro que o trabalho de um coach é exatamente de ajudá-lo a chegar aonde deseja, ajudando-o a aprender e crescer com suas ações, ao invés ensiná-lo e mostrar o caminho a seguir.   Deixo algumas perguntas para lhe ajudar a refletir sobre seus planejamentos e ações:

  • O que você quer para o seu desempenho futuro?
  • O que você não quer que aconteça? Escreva.
  • O que você quer que aconteça? Escreva ainda mais!
  • Seus objetivos são realistas?
  • O que considera necessário mudar para alcançá-los?
  • Como você saberá que está no caminho certo?
  • Qual é o seu plano de contingência?
  • Como saberá que alcançou seus objetivos? 

“Cada fracasso ensina ao homem que tem algo a aprender.” Charles Dickens

Um abraço e até a próxima!

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28/03/2014 - Autor: Luciano Viana
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  • Karina Pittini Braz

    Licenciada en Psicología y ICC International Trainer

    Montevideo - Uruguay

  • Dr. Karyn Trader-Leigh
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    Washington, D.C. - EUA
  • Luciano Viana

    Coach e trainer pela International Coaching Community

    São Paulo - Brasil

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